Notícia

Pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026: promover a resiliência económica e a coesão social na UE

A Comissão Europeia apresentou o pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026. Num ambiente marcado pela incerteza geopolítica, o pacote define orientações políticas para os Estados-Membros, centrando-se especialmente no reforço da competitividade, da autonomia estratégica, da resiliência económica e social e da coesão da UE, mantendo simultaneamente a sustentabilidade orçamental.

O ciclo de 2026 do Semestre Europeu constitui um quadro analítico robusto para identificar medidas e investimentos necessários numa vasta gama de domínios, incluindo aqueles que visam reduzir as disparidades económicas, sociais e territoriais. Neste contexto, o relatório de 2026 relativo a Portugal analisa a evolução económica e social do país e avalia em que medida Portugal aplicou as recomendações específicas por país adotadas pelo Conselho em 2025. 

As recomendações específicas por país fornecem orientações destinadas a cada Estado-Membro com base na análise e nos principais desafios identificados nos relatórios relativos ao país em causa.

O pacote da primavera convida os Estados-Membros a tomarem medidas para reforçar a competitividade da UE. Neste espírito, as recomendações a Portugal são as seguintes:

  • Assegurar que quaisquer medidas tomadas para atenuar o impacto do aumento dos preços da energia são temporárias, orientadas para a proteção das famílias vulneráveis ou para dar resposta às necessidades das empresas intensivas em energia;
  • Tomar medidas para assegurar a sustentabilidade a médio-prazo do sistema de pensões e promover regimes complementares de pensões;
  • Simplificar as despesas fiscais para reduzir a complexidade do sistema fiscal e libertar recursos;
  • Dar resposta ao problema da acessibilidade dos preços e da disponibilidade da habitação mediante a criação de incentivos para uma utilização mais eficiente do parque habitacional, a melhoria da governação e da coordenação das políticas de habitação e o aumento da oferta de habitação, incluindo de habitação social e de habitação a preços acessíveis;
  • Reforçar a capacidade de inovação e expansão das empresas, melhorando o acesso a capital de risco e a fundos privados, continuando simultaneamente a apostar no aumento da literacia financeira, e apoiar o investimento na investigação e na inovação;
  • Reduzir os encargos administrativos, nomeadamente através da simplificação dos procedimentos de licenciamento e de autorização, do reforço da coordenação a todos os níveis da administração pública e da melhoria da eficiência dos tribunais fiscais e administrativos;
  • Melhorar a flexibilidade do sistema elétrico e acelerar as renovações do edificado destinadas a melhorar a eficiência energética através do reforço da capacidade da rede, do investimento em capacidades de armazenamento de energia, da promoção de instrumentos de mercado a longo prazo, da eliminação dos obstáculos regulamentares e da orientação do apoio para os agregados familiares em situação de pobreza energética;
  • Acelerar a descarbonização dos transportes e da indústria, em especial pela eliminação progressiva dos subsídios aos combustíveis fósseis, incentivando simultaneamente os investimentos nos transportes públicos e em soluções industriais limpas;
  • Melhorar a gestão da água e dos resíduos, simplificando a governação dos recursos hídricos e alargando a capacidade de gestão dos resíduos;
  • Melhorar a preparação para as alterações climáticas através do reforço das práticas sustentáveis de gestão das florestas e dos solos, do reforço da resiliência das infraestruturas críticas e da promoção da cobertura de seguros;
  • Dar resposta à inadequação das competências e melhorar o nível das competências, designadamente incentivando a participação na formação e educação de adultos, melhorando a adequação do ensino, bem como da formação e da educação de adultos às necessidades do mercado de trabalho e apostando na melhoria dos resultados escolares dos estudantes desfavorecidos;
  • Garantir a igualdade de acesso a cuidados de saúde e a cuidados continuados de qualidade, combatendo a escassez de pessoal e assegurando a prestação adequada de cuidados continuados;
  • Assegurar a continuidade das reformas e dos investimentos realizados no âmbito do Mecanismo de Recuperação e Resiliência. Acelerar os esforços de execução dos programas da política de coesão.

Supervisão orçamental no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento

Na primavera de 2026, a Comissão Europeia avaliou a conformidade dos Estados-Membros com o quadro orçamental da UE. A avaliação abrangeu 2025 e 2026 e centrou-se no crescimento da despesa líquida, tendo em conta a flexibilidade prevista na cláusula de derrogação nacional para a defesa sempre que se afigurou pertinente. A Comissão também avaliou a execução das etapas mais importantes das reformas e dos investimentos subjacentes à prorrogação dos períodos de ajustamento orçamental sempre que necessário.

Doravante, os Estados-Membros que tomem medidas para reforçar a segurança energética da Europa e acelerar o abandono dos combustíveis fósseis podem solicitar uma flexibilidade orçamental limitada ao abrigo da cláusula de derrogação nacional em vigor para despesas com a defesa. A pedido do Estado-Membro, o âmbito de aplicação da cláusula pode ser alargado para incluir medidas tomadas pelo Estado-Membro em causa desde fevereiro de 2026 que reduzam a dependência de combustíveis fósseis importados, reforçando assim a segurança e a resiliência da Europa. Respeitando o limite máximo de 1,5 % do PIB para despesas adicionais em defesa ao abrigo da cláusula de derrogação nacional, será aplicado um limite anual específico de 0,3 % do PIB no período 2026-2028 e um limite máximo cumulativo de 0,6 % do PIB nesse período especificamente a medidas de resiliência energética. Importa salientar que esta abordagem garante que todas as salvaguardas em matéria de sustentabilidade orçamental continuam plenamente em vigor.

Próximos passos

A Comissão convida o Eurogrupo e o Conselho a debater este pacote de medidas e a apoiar as orientações apresentadas. Espera encetar um diálogo construtivo com o Parlamento Europeu relativamente o conteúdo deste pacote e em cada etapa subsequente do ciclo de coordenação económica do Semestre Europeu. 

Contexto

O Semestre Europeu é um processo anual de coordenação das políticas económicas e sociais da UE. Durante o Semestre, os Estados-Membros alinham as suas políticas orçamentais e económicas com os objetivos e as regras acordados a nível da UE. Através de uma melhor coordenação económica e social, o Semestre Europeu visa assegurar um crescimento económico sustentável, a criação de emprego, a estabilidade macroeconómica e a solidez das finanças públicas em toda a UE.

A calendarização do Semestre assenta em ciclos de um ano. Durante a primeira fase, os Estados-Membros debatem os seus planos económicos e orçamentais e definem em conjunto as principais prioridades. Na segunda fase do ciclo, conhecida como «semestre nacional», os Estados-Membros alinham as políticas nacionais, nomeadamente os orçamentos nacionais para o ano seguinte. A Comissão Europeia mantém um diálogo regular ao longo do ano com os Estados-Membros e as partes interessadas.

Mais informações

Comunicado de imprensa relativo ao pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026

Perguntas e respostas sobre o pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026

Documentos do pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026

Previsões económicas da primavera de 2026

Semestre Europeu

Semestre Europeu em Portugal

Previsões económicas e apoio financeiro aos Estados-Membros da UE – Supervisão macroeconómica e orçamental e relatórios por país

 

Contactos: 

Vítor Nogueira, Chefe do Setor Imprensa 
(vitor.nogueira@ec.europa.eu) (+351-9393380074)

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Pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026: promover a resiliência económica e a coesão social na UE

A Comissão Europeia apresentou o pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026. Num ambiente marcado pela incerteza geopolítica, o pacote define orientações políticas para os Estados-Membros, centrando-se especialmente no reforço da competitividade, da autonomia estratégica, da resiliência económica e social e da coesão da UE, mantendo simultaneamente a sustentabilidade orçamental.

O ciclo de 2026 do Semestre Europeu constitui um quadro analítico robusto para identificar medidas e investimentos necessários numa vasta gama de domínios, incluindo aqueles que visam reduzir as disparidades económicas, sociais e territoriais. Neste contexto, o relatório de 2026 relativo a Portugal analisa a evolução económica e social do país e avalia em que medida Portugal aplicou as recomendações específicas por país adotadas pelo Conselho em 2025. 

As recomendações específicas por país fornecem orientações destinadas a cada Estado-Membro com base na análise e nos principais desafios identificados nos relatórios relativos ao país em causa.

O pacote da primavera convida os Estados-Membros a tomarem medidas para reforçar a competitividade da UE. Neste espírito, as recomendações a Portugal são as seguintes:

  • Assegurar que quaisquer medidas tomadas para atenuar o impacto do aumento dos preços da energia são temporárias, orientadas para a proteção das famílias vulneráveis ou para dar resposta às necessidades das empresas intensivas em energia;
  • Tomar medidas para assegurar a sustentabilidade a médio-prazo do sistema de pensões e promover regimes complementares de pensões;
  • Simplificar as despesas fiscais para reduzir a complexidade do sistema fiscal e libertar recursos;
  • Dar resposta ao problema da acessibilidade dos preços e da disponibilidade da habitação mediante a criação de incentivos para uma utilização mais eficiente do parque habitacional, a melhoria da governação e da coordenação das políticas de habitação e o aumento da oferta de habitação, incluindo de habitação social e de habitação a preços acessíveis;
  • Reforçar a capacidade de inovação e expansão das empresas, melhorando o acesso a capital de risco e a fundos privados, continuando simultaneamente a apostar no aumento da literacia financeira, e apoiar o investimento na investigação e na inovação;
  • Reduzir os encargos administrativos, nomeadamente através da simplificação dos procedimentos de licenciamento e de autorização, do reforço da coordenação a todos os níveis da administração pública e da melhoria da eficiência dos tribunais fiscais e administrativos;
  • Melhorar a flexibilidade do sistema elétrico e acelerar as renovações do edificado destinadas a melhorar a eficiência energética através do reforço da capacidade da rede, do investimento em capacidades de armazenamento de energia, da promoção de instrumentos de mercado a longo prazo, da eliminação dos obstáculos regulamentares e da orientação do apoio para os agregados familiares em situação de pobreza energética;
  • Acelerar a descarbonização dos transportes e da indústria, em especial pela eliminação progressiva dos subsídios aos combustíveis fósseis, incentivando simultaneamente os investimentos nos transportes públicos e em soluções industriais limpas;
  • Melhorar a gestão da água e dos resíduos, simplificando a governação dos recursos hídricos e alargando a capacidade de gestão dos resíduos;
  • Melhorar a preparação para as alterações climáticas através do reforço das práticas sustentáveis de gestão das florestas e dos solos, do reforço da resiliência das infraestruturas críticas e da promoção da cobertura de seguros;
  • Dar resposta à inadequação das competências e melhorar o nível das competências, designadamente incentivando a participação na formação e educação de adultos, melhorando a adequação do ensino, bem como da formação e da educação de adultos às necessidades do mercado de trabalho e apostando na melhoria dos resultados escolares dos estudantes desfavorecidos;
  • Garantir a igualdade de acesso a cuidados de saúde e a cuidados continuados de qualidade, combatendo a escassez de pessoal e assegurando a prestação adequada de cuidados continuados;
  • Assegurar a continuidade das reformas e dos investimentos realizados no âmbito do Mecanismo de Recuperação e Resiliência. Acelerar os esforços de execução dos programas da política de coesão.

Supervisão orçamental no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento

Na primavera de 2026, a Comissão Europeia avaliou a conformidade dos Estados-Membros com o quadro orçamental da UE. A avaliação abrangeu 2025 e 2026 e centrou-se no crescimento da despesa líquida, tendo em conta a flexibilidade prevista na cláusula de derrogação nacional para a defesa sempre que se afigurou pertinente. A Comissão também avaliou a execução das etapas mais importantes das reformas e dos investimentos subjacentes à prorrogação dos períodos de ajustamento orçamental sempre que necessário.

Doravante, os Estados-Membros que tomem medidas para reforçar a segurança energética da Europa e acelerar o abandono dos combustíveis fósseis podem solicitar uma flexibilidade orçamental limitada ao abrigo da cláusula de derrogação nacional em vigor para despesas com a defesa. A pedido do Estado-Membro, o âmbito de aplicação da cláusula pode ser alargado para incluir medidas tomadas pelo Estado-Membro em causa desde fevereiro de 2026 que reduzam a dependência de combustíveis fósseis importados, reforçando assim a segurança e a resiliência da Europa. Respeitando o limite máximo de 1,5 % do PIB para despesas adicionais em defesa ao abrigo da cláusula de derrogação nacional, será aplicado um limite anual específico de 0,3 % do PIB no período 2026-2028 e um limite máximo cumulativo de 0,6 % do PIB nesse período especificamente a medidas de resiliência energética. Importa salientar que esta abordagem garante que todas as salvaguardas em matéria de sustentabilidade orçamental continuam plenamente em vigor.

Próximos passos

A Comissão convida o Eurogrupo e o Conselho a debater este pacote de medidas e a apoiar as orientações apresentadas. Espera encetar um diálogo construtivo com o Parlamento Europeu relativamente o conteúdo deste pacote e em cada etapa subsequente do ciclo de coordenação económica do Semestre Europeu. 

Contexto

O Semestre Europeu é um processo anual de coordenação das políticas económicas e sociais da UE. Durante o Semestre, os Estados-Membros alinham as suas políticas orçamentais e económicas com os objetivos e as regras acordados a nível da UE. Através de uma melhor coordenação económica e social, o Semestre Europeu visa assegurar um crescimento económico sustentável, a criação de emprego, a estabilidade macroeconómica e a solidez das finanças públicas em toda a UE.

A calendarização do Semestre assenta em ciclos de um ano. Durante a primeira fase, os Estados-Membros debatem os seus planos económicos e orçamentais e definem em conjunto as principais prioridades. Na segunda fase do ciclo, conhecida como «semestre nacional», os Estados-Membros alinham as políticas nacionais, nomeadamente os orçamentos nacionais para o ano seguinte. A Comissão Europeia mantém um diálogo regular ao longo do ano com os Estados-Membros e as partes interessadas.

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Perguntas e respostas sobre o pacote da primavera do Semestre Europeu de 2026

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Previsões económicas da primavera de 2026

Semestre Europeu

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(vitor.nogueira@ec.europa.eu) (+351-9393380074)

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